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A arte de listar- Porque procrastinamos?



Mais uma segunda feira, dia internacional das resoluções. Provavelmente você tem uma lista de ações que você  definiu como prioritárias para serem colocadas em prática a partir de hoje. Voltar a correr, retomar as aulas de inglês, melhorar a musculatura emocional,  TO DO’s  para  melhorar seu desempenho no trabalho, etc…

Listamos, listamos e listamos e o ciclo se repete a cada segunda feira, e com ele a sensação de incompetência, culpa, de dever não cumprido.

Muito já se falou sobre a procrastinação ou o hábito de deixar para depois alguma atividade que  julgamos importante ou necessária.  

Pense comigo, se escolhemos racionalmente o que devemos fazer para nos dar os melhores resultados tanto pessoal como profissional, porque  procrastinamos?  

Bem, é importante saber duas coisas sobre nós, seres humanos… A primeira delas é que, o nosso lado racional não é confiável. Embora sejamos culturalmente formados para pensar o contrário. Geralmente quando fazemos escolhas racionais estamos baseados em padrões de referência externos que nem sempre tem haver com o nosso, como, padrões de beleza, sucesso, felicidade.  E racionalmente vamos copiando modelos e fórmulas de sucesso sem levar em consideração que nós somos, os nossos desejos , nossas experiências de vida e limites. E vamos colocando itens com o sarrafo cada vez mais alto nas nossas listas.

Outro ponto é, que nós seres humanos, temos um mecanismo de defesa que está preparado para entrar em ação sempre que  nos ver em uma situação de perigo. Mas, o que seria uma situação que nos colaria em perigo? Todas as situações que fazem com que nós percamos o equilíbrio, o bom senso, o senso de justiça, etc… E quem é capaz de nos colocar em risco? Nós mesmos! Quando acionamos o nosso cobrador interno que já está acostumado a ser exigido, juntamente com as nossas crenças limitantes de que não somos bons o suficientes, não merecemos determinada situação, perdemos o senso de si  e nosso sistema entra em colapso.  Como o nosso sistema instintivamente precisa garantir  a nossa integridade, ele entra em ação, “afastando” a situação de perigo.

Vou explicar melhor,  toda situação de perigo, neste caso,  é aquela que de alguma forma nos  ameace , provavelmente por que não nos sentimos preparados para ela conscientemente.
Pense que a situação de perigo seja uma promoção, onde você irá assumir uma área com desafio internacional, com uma equipe multidisciplinar e que você será bem remunerado por isso. Estar em contato com outras culturas e línguas é algo que te realiza. Para isso, é necessário que algumas ações sejam tomadas ao longo da sua carreira.

Lembra da nossa lista? Fluência em inglês, maior musculatura emocional,etc… Com o passar do tempo esta situação tornar-se cada vez mais possível na sua carreira, vai tomando forma. Diante desta possibilidade real de satisfação pessoal e profissional algumas sensações  como medo e insegurança vão surgindo.  E junto a eles alguns pensamentos: será que eu vou dar conta? E seu eu não der conta e por tudo a perder? O que as pessoas vão pensar? Será que eu realmente mereço esta oportunidade? 

E o nosso sistema, atento a isso , com receio de entrar em colapso e nos colocar a perder, entra em ação e “afasta”a situação perigosa. Ai começamos a nos bicotar, procrastinamos.

Mas como lidar com isso?

Primeiramente é entender de onde estão vindo estas exigências? Que padrões ou valores estamos tentando atender?  Como alimentamos o nosso mecanismo de cobrança. Quais ferramentas estamos utilizando para selecionar as ações? O racional ou o emocional? Qual o nosso autoconceito, quem nós somos para nós mesmos?

Outra questão é saber que os erros fazem parte do processo, do nosso aprendizado, quanto mais soubermos sobre nós e o que nos realiza verdadeiramente  mais satisfeitos vamos ficar com o caminho percorrido.

 O que você está deixando de fazer por medo de errar?

Quando conseguimos olhar para nós próprios com os olhos e benevolência que olhamos para um amigo, conseguiremos realizações incríveis nossa vida e carreira.  Pense nisso!